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Desapego – quando se perde o que nunca se teve

Não importa qual é sua realidade social, financeira ou intelectual: quando se está conectado ao mundo de hoje, seja por uma força maior ou uma fraqueza menor, todos nós desenvolvemos uma filosofia que pode ser expressa na frase: “Eu desejo, preciso, quero e não posso viver sem”.

Gostamos de acumular coisas. Todos os tipos de coisas, belas ou estranhas, necessárias ou supérfluas, novas ou velhas, funcionais ou quebradas, caras ou baratas, úteis ou inúteis, não importa. Somos todos impelidos por um sentimento agregador que nos impede de simplesmente “passar adiante” qualquer coisa, como se fôssemos ficar mais “pobres e vulneráveis” por não ter mantido alguma coisa sob nosso controle.

Para agir dessa forma, atribuímos significados a tudo aquilo que acumulamos. O argumento mais comum é de que, num futuro, “poderemos precisar” daquilo que foi guardado, como se realmente estivéssemos dispostos a “colocar à venda” alguma coisa que acumulamos no caso de alguma emergência financeira ou, então, voltaríamos a utilizar aquilo que está guardado há tanto tempo. Você não precisa de uma grande reflexão para se ver nessa situação, basta dar uma olhada no aparelho de celular antigo que guardou em alguma gaveta após comprar um novo aparelho.

É realmente um grande desafio se desapegar de algo. Em alguns casos, é como se destruíssemos uma parte de nossa história, caso aquilo que acumulamos não esteja mais lá. Somos tão competentes em acumular, que fazemos isso não apenas com coisas, mas também com comportamentos e com relacionamentos. No caso dos comportamentos, costumamos dar o nome de “hábito”, acreditando na segurança que se sente por fazer algo conhecido. Nesse caso, a atitude habitual é bastante confortável e tem resultados previsíveis. Nos relacionamentos com as pessoas, o apego segue um caminho semelhante e, com o tempo, tem grande possibilidade de ser sustentado com base na sensação de segurança sobre o conhecido.

Entretanto, da mesma forma que as coisas envelhecem e perdem a utilidade quando ficam guardadas, os hábitos e as relações também envelhecem e se desconectam da realidade quando não estão atendendo mais aos propósitos originais. Apesar de percebermos isso, ainda nos esforçamos para manter tudo como está e somente arriscamos um caminho novo quando a realidade nos impõe essa necessidade. E assim, acreditando que ainda recuperaremos o propósito original ou voltaremos a precisar agir como antes, mantemos os hábitos e relações devidamente guardados, com significados pessoais simbólicos e algumas vezes até incoerentes e inexplicáveis.

Essa realidade reflete uma ironia humana, pois as pessoas se esforçam, cada vez mais, para sustentar um cenário que consiga guardar tantas coisas, hábitos e relações. Se ficarmos apenas no aspecto “das coisas que guardamos”, veremos que precisamos de ambientes maiores ano após ano. Sempre estamos em busca de armários mais espaçosos que exigem residências maiores, resultando em custos maiores que nos levam a ampliar o esforço de trabalho e diminuir o tempo para usufruir aquilo que acumulamos.

Acredito que temos que aprender a desapegar com mais intensidade, apostando justamente nas possibilidades futuras que as coisas, hábitos e relacionamentos novos podem trazer.

Por isso, arrisque se desapegar de coisas, hábitos e relacionamentos e perceberá que nada daquilo que você se esforça tanto para manter está realmente sobre seu controle. Se você discorda e acredita que está controlando todos os seus “tesouros” acumulados, saiba que a única coisa que você está alcançando é a destruição do propósito original que criou a coisa, o hábito ou o relacionamento. Ou então, não é você quem está fazendo o esforço para manter o seu “tesouro”, e sim, outra pessoa, por isso, você poderá perder o “tesouro” a qualquer momento, pois, na verdade, você está agindo como um parasita.

Creio que, uma hora, suas escolhas te levarão a olhar para seus “tesouros” acumulados e te farão descobrir que eles já não servem mais ou não fazem mais sentido e a única coisa que você poderá fazer será destruir aquilo que acumulou. Nesse momento, você terá que lidar com uma sensação de dor e perda terrível, pois você ainda estará apegado demais e todo o custo e esforço que despendeu nesse tempo todo te levará a sentir que falhou na busca dos seus propósitos, pois realmente poderia ter investido seus esforços em outras coisas, outros hábitos, outros relacionamentos que pudessem dar sentido a sua vida.

O ditado popular que diz: “nada se leva dessa vida a não ser a vida que se leva” sustenta o pensamento de que desapegar é perder aquilo que nunca se teve, por isso lembre-se:

“A grande finalidade da vida não é o conhecimento, mas a ação.”

(Thomaz Henry Huxley)

Fonte: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/sidnei-oliveira/2015/04/22/desapego-quando-se-perde-o-que-nunca-se-teve/

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